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Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha já estão nas mãos da Visabeira
O contrato de concessão do direito de exploração dos Pavilhões do Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha já está, desde esta sexta-feira, nas da Empreendimentos Turísticos Monte Belo, sociedade do Grupo Visabeira, que se propõe a investir 15 milhões de euros na construção de um hotel de cinco estrelas, a abrir até final de 2020.

Os edifícios foram no ano passado integrados numa lista de 30 edifícios públicos degradados que o Governo entendeu concessionar a privados, no âmbito do programa “Valorização do Património”.

O imóvel centenário será transformado, de acordo com o anteprojecto, num hotel com 105 quartos, que terá por base “um conceito de ligação da indústria hoteleira à indústria de faiança”, dado o Grupo Visabeira deter na cidade as Faianças Bordallo Pinheiro, explicou José Luís Nogueira, administrador da empresa, citado pela agência Lusa.
O projecto que vai agora ser desenvolvido contemplará ainda, segundo o responsável, “uma ligação ao Museu da Cerâmica e ao Museu Malhoa [também localizado no Parque]” apostando na vertente cultural aliada à oferta hoteleira.
O contrato de concessão, por um prazo de 48 anos, assinado com o município das Caldas da Rainha, determina que o projecto para a requalificação e reabilitação dos pavilhões terá de ser entregue no prazo de um ano e que, após a aprovação do mesmo pela autarquia e pela Direcção Geral do Património Cultural, a obra terá de arrancar num prazo de 180 dias.
O hotel, cuja entrada poderá ser feita pelo contíguo edifício do Céu de Vidro (antigo Casino que foi nos últimos anos alvo de uma remodelação), não porá em causa a realização de eventos como a Feira do Frutos no Parque D. Carlos I, assegurou o administrador da empresa aos jornalistas.
Projectados nos finais do século XIX por Rodrigo Berquó para internar aquistas e fazer da cidade uma verdadeira estância termal, os Pavilhões dos Parque nunca chegaram a cumprir essa função, tendo albergado, durante mais de 100 anos um quartel militar, uma esquadra da polícia, escolas e uma biblioteca.
O Hospital Termal, o Parque (onde se integram os Pavilhões) e a Mata das Caldas da Rainha foram, em Dezembro de 2015, entregues à Câmara, que se comprometeu a gerir aquele património e investir, até 2020, 12 milhões de euros na sua recuperação.

in http://www.turisver.com/pavilhoes-do-parque-das-caldas-da-rainha-ja-estao-nas-maos-da-visabeira/




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